Casa Civil Analisa Legislação para Comercialização dos Naming Rights do Maracanã
A Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro iniciou uma análise técnica para avaliar a viabilidade legal de comercializar os naming rights do Estádio do Maracanã, atualmente sob a administração de Flamengo e Fluminense. Este estudo inclui a revisão da legislação em vigor, do edital de concessão e das implicações do tombamento do estádio, que está sob a gestão dos clubes até 2044.
A proposta de vender os direitos de nome do icônico estádio, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, é uma iniciativa dos próprios clubes, que buscam formas de aumentar suas receitas por meio da exploração comercial do espaço.
Em abril, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já se pronunciou, indicando que é “possível adquirir o direito de exploração do nome do Maracanã”. O Iphan também ressaltou que qualquer alteração na fachada do estádio deve passar pela sua aprovação, conforme o Decreto-Lei nº 25/1937, que protege os bens tombados.
Apesar da possível comercialização, o nome oficial do estádio deverá continuar sendo Estádio Jornalista Mário Filho. Originalmente, Flamengo e Fluminense estimavam arrecadar cerca de R$ 40 milhões anuais com a venda dos direitos, mas essa previsão foi elevada, e agora as expectativas são de um contrato que possa gerar R$ 70 milhões por ano.
A expectativa é de que a autorização para o prosseguimento das negociações seja emitida antes do final de outubro. No governo estadual, existem diferentes opiniões sobre o tema, com algumas vozes defendendo a venda apenas dos nomes de áreas específicas do estádio.
O governador do Estado também expressou sua visão cautelosa sobre a venda do nome principal, ressaltando possíveis dificuldades. A concessão do Maracanã foi assinada em 2024, com uma duração de 20 anos, onde o Flamengo possui 65% da participação societária e o Fluminense 35%. A exploração comercial dos naming rights não estava inicialmente prevista no plano de negócios dos clubes e ganhou destaque a partir deste ano.
Diante desse cenário, Flamengo e Fluminense buscam não só fortalecer suas finanças, mas também criar novas oportunidades para o Maracanã, um dos estádios mais importantes do Brasil, que possui uma forte ligação cultural e emocional com os torcedores. As evoluções nesse processo poderão abrir um novo capítulo para a administração e a utilização desse patrimônio histórico no futuro.