São Paulo Sob Fogo: Advertência Surpreendente do STJD!

O São Paulo Futebol Clube recebeu uma advertência do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) após a partida de estreia no Campeonato Brasileiro contra o Sport. O clube ultrapassou o limite de crianças que podem acompanhar os jogadores em campo durante o hino nacional, trazendo 38 crianças ao invés do permitido, que é de até 22.

Essa norma está estabelecida no artigo 47 do Regulamento Geral de Competições da CBF. Embora o São Paulo tenha sido absolvido inicialmente, o STJD reviu a decisão e decidiu aplicar uma advertência ao clube, considerando a situação de “pequena gravidade”.

O clube foi informado que poderia ter uma multa de R$ 1 mil, mas apenas recebeu a advertência, a qual foi interpretada como um aviso. O advogado do São Paulo comentou que, mesmo que a regra esteja presente no regulamento, não houve uma aplicação rigorosa dessa norma em outros clubes, e muitos times não foram avisados sobre possíveis mudanças em sua aplicação.

Ele explicou que, desde o início da Série A, a norma sempre existiu, mas nunca foi uma exigência. A prática de levar crianças ao campo era mais vista como uma tradição do que uma regra a ser seguida rigidamente. Além disso, muitos clubes enfrentam uma demora significativa para conseguir autorizações para que crianças participem dessas atividades, levando a situações em que mais crianças acabam entrando em campo no dia do jogo, incluindo aquelas apresentadas por autoridades.

O advogado ressaltou que a notificação ao São Paulo foi feita logo na primeira rodada do campeonato, sem que houvesse qualquer aviso prévio ou comunicação formal aos clubes sobre a necessidade de mudar a forma como a regra estava sendo aplicada.

Essa situação levantou debates sobre a aplicação das normas na competição, especialmente em um contexto onde a tradição de levar crianças a campo é comum. A questão ficará de olho na necessidade de uma comunicação clara e na supervisão da CBF e do STJD para garantir que todas as equipes estejam cientes das regras e que a competição ocorra de maneira justa e equitativa.

Assim, a decisão do STJD pode provocar uma reflexão sobre a fiscalização das normas e o entendimento que os clubes têm sobre elas, em um cenário onde o futebol é não apenas um esporte, mas também uma cultura que envolve famílias e crianças nas arquibancadas e no gramado.

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