Supervisor de Hospital Revolta Enfermeiras ao Descartar Roupa no Chão: ‘Aqui Não é Hotel!’
Na sala de descanso da unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital, um incidente chamou a atenção das profissionais de saúde. Relatos indicam que a supervisora da equipe, Fernanda Melo, teria jogado roupas e lençóis no chão, gerando descontentamento entre as técnicas de enfermagem. De acordo com as funcionárias, a supervisora afirmou que “isso aqui não é hotel”.
As profissionais desabafaram sobre a situação, destacando que a gestora não só ordenou a retirada das roupas, como também gritou durante a abordagem. Elas afirmaram que a supervisora é contrária à prática de marcação de camas na sala de descanso, levando a um clima de tensão entre a equipe.
Uma das técnicas expressou sua indignação: “Isso aqui é um absurdo. É uma falta de respeito tirar as coisas da gente da cama e jogar no chão.” Além disso, foi relatado que a supervisora tinha enviado mensagens pelo WhatsApp dando ordens sobre a situação, reforçando seu posicionamento.
Assim que a denúncia chegou ao Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal, a entidade entrou em contato com a administração hospitalar, solicitando a transferência da supervisora. O sindicato considerou o episódio como uma forma de assédio.
O Instituto responsável pela gestão do hospital informou que a supervisora foi suspensa por uma semana, mas já retornou ao trabalho. O sindicato pediu que ela não volte ao mesmo setor, registrado que um ambiente saudável de trabalho é fundamental.
O hospital declarou que leva a sério todas as manifestações dos colaboradores e que tomou medidas adequadas em relação ao incidente. A supervisora, que está no quadro do hospital há pouco mais de 50 dias, foi orientada e receberá acompanhamento em suas funções.
A gestão argumentou que a supervisora agiu com a intenção de preservar o bem-estar coletivo, evitando que a reserva de camas afetasse o atendimento de outros profissionais. O compromisso do hospital é manter um ambiente respeitoso, ético e valorizador para todos.
A equipe de reportagem tentou contatar a supervisora para obter seu lado da história, mas não houve resposta até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações futuras.