Vidas em Jogo: Mulheres de BH Clamam por Fim do Medo e do Feminicídio!

Neste ano, o Brasil teve uma média alarmante de quatro mulheres assassinadas por dia, vítimas de feminicídio. Essa crescente violência de gênero levou a protestos em várias cidades do país, incluindo Belo Horizonte, onde manifestantes pediram medidas efetivas para combater o problema. Entre janeiro e setembro, 1.077 mulheres perderam a vida em decorrência dessa violência.

Durante um dos protestos, Myriam Christus, representante do movimento Quem Ama Não Mata, enfatizou a necessidade de políticas públicas mais firmes e a representação feminina nas esferas legislativas para garantir que as questões de gênero sejam abordadas de maneira eficaz.

Cleusa Santos compartilhou sua dolorosa experiência de abuso sexual em 2017, no centro de Belo Horizonte, e desde então se tornou uma ativista contra a violência. “Queremos viver sem medo”, declarou, expressando o desejo de que as mulheres possam habitar espaços seguros.

Jade Muniz, do Coletivo Clã das Lobas, destacou a importância de incluir o combate à violência de gênero na educação escolar. Segundo ela, o endurecimento das leis não tem sido suficiente para interromper o ciclo de violência. “Estamos vendo assassinatos cada vez mais brutais. Precisamos de educação e prevenção”, enfatizou.

De acordo com dados de órgãos de segurança pública, entre janeiro e setembro de 2023, cerca de 2.700 mulheres sofreram tentativas de feminicídio, enquanto 1.077 foram assassinadas. Esses números refletem uma triste realidade, com um aumento das tentativas de feminicídio em relação ao ano anterior.

No estado de Minas Gerais, os números são igualmente preocupantes. Somente no primeiro semestre de 2023, foram registrados quase 79.000 casos de violência doméstica. No mesmo período, 167 feminicídios foram registrados, com 72 mortes efetivas e 95 tentativas, apresentando um aumento significativo em relação anos anteriores.

O que é feminicídio?

Feminicídio é definido como o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero, frequentemente ocorrendo em contextos de violência doméstica ou por discriminação à condição feminina. Esse crime é considerado hediondo segundo a legislação brasileira.

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